Segunda-feira, 18.05.15

Contos de encantar a noite 23 de maio 17h, sábado

O grupo Haktuir Aiknanoik apresentou um espectáculo de histórias de encantar no dia 23 de Maio, sábado, pelas 17h na Fundação Oriente em Díli, Timor-Leste, a que chamou "Contos de encantar a noite".


O grupo preparou um espectáculo bilingue, português e tetum, para todas as idades.


O grupo, composto por alunas do Departamento de Língua Portuguesa da Faculdade de Educação da UNTL com apoio do Cooperação Brasileira e da Fundação Oriente, tem realizado com sucesso várias sessões de "Contar histórias" tanto para crianças como adultos em diversas ocasiões e locais da cidade.


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Grupo Haktuir Aiknanoik - Releasing 28/Maio/2015


No último sábado, 23 de maio, o Grupo Haktuir Aiknanoik se apresentou na Fundação Oriente. Pertencente ao Departamento de Língua Portuguesa da UNTL, o grupo é formado por doze jovens mulheres que têm pesquisado as tradições orais timorenses. O grupo também conta histórias, tanto em português como em tétum, resgatando uma tradição ancestral, ao mesmo tempo que a recria no tempo presente.


No dia 23, o espetáculo Ai-Knanoik Furak Kalan Nian/Contos de Encantar a Noite contou com histórias das tradições orais timorense e brasileira, entremeadas de canções e brincadeiras. Houve a presença de timorenses e membros da comunidade internacional, criando-se um momento de trocas e alegria.


 O grupo nasceu de oficinas de contação de histórias realizadas pela professora brasileira Márcia Cavalcante, em meados de 2014, no Museu da Resistência. A partir do entusiasmo das alunas, contando ainda com o apoio das professoras Fernanda Sarmento e Keu Apoema, criou-se o grupo que começou a se reunir no mês de julho de 2014. Nos primeiros encontros, realizados inicialmente a cada quinze dias, o grupo decidiu o nome, os seus objetivos, como seriam os encontros.


 Como objetivo principal, o grupo apontou como desejo promover a arte de contar e ouvir histórias, dando ênfase nas narrativas da tradição oral timorense. Para isso, tem trabalhado com as seguintes ações: o estudo de autores que falam sobre o tema, timorenses e internacionais, e a prática de contar histórias, tanto em exercícios de corpo, voz e memória, como efetivamente circulando por diferentes espaços.


 Apenas no primeiro semestre de 2015, foram cinco apresentações: uma na recepção dos novos alunos do Departamento de Língua Portuguesa, outra na Escola Farol e uma terceira na Escola Arca Infantil, em Hera; duas outras apresentações foram realizadas na Fundação Oriente, abertas ao público. A última aconteceu no dia 23 de maio, no final de tarde, e se chamou Contos de Encantar a Noite ou Ai-knanoik Furak Kalan Nian, com narrativas contadas em português e em tétum, entremeadas de canções,


Sempre que se diz “iha tempu uluk liu ba” ou “em tempos que já lá vão”, percebe-se que contadoras de histórias e ouvintes – sejam eles crianças ou adultos – transportam-se para um mundo de partilhas através da palavra pronunciada e da imaginação. Mesmo o mundo moderno e todas as suas tecnologias, todos os seus livros e volume de informações, precisa da poesia e maravilhamento que as histórias permitem: o olho brilhando, o riso no final da história, a possibilidade que uma pessoa tem de enxergar a si mesmo como herói ou heroína.


 No momento, o grupo conta com doze jovens, são elas: Aquilina, Natalícia, Olga, Natércia, Maria Juliana, Novinda, Gertrudes, Mónica, Sandrina, Leocádia e Natália. Todas alunas do departamento de Língua Portuguesa, que entre aulas e estágios, têm construído o grupo Haktuir Aiknanoik, trabalhando para contar histórias em português e em tétum, conectando não apenas o passado e o presente através das narrativas, mas também a relação entre as duas línguas oficiais de Timor-Leste.


 Para saber mais sobre o grupo, acesse a página do grupo no facebook: https://www.facebook.com/haktuir.


 

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Segunda-feira, 11.05.15

Com (R) se escreve Liberdade 16 de maio 17h

A Fundação Oriente juntou um grupo de amigos da cultura, da leitura, da música lusófona e apresentam um espectáculo que destaca textos e canções de épocas de revolta, revolução e resistência na procura da liberdade dos povos.


Com (R) se escreve Liberdade será apresentado ao público no sábado, dia 16 de Maio às 17h e tem a duração prevista de 1 hora, no auditório da Fundação Oriente em Díli, Timor-Leste.


Num só espectáculo surgem Sophia de Mello Breyner Andresen, Vinicius de Moraes, Abilio Araujo, José Saramago, Zeca Afonso, Castro Alves, João Bosco, entre outros. Música denominada de intervenção e de época e música moderna.


Convidamos a assistir e a divulgar junto dos amigos interessados.ideia logo BR novo2.jpg


Notícias a anunciar:


http://www.sapo.pt/noticias/amigos-lusofonos-debatem-liberdade-com-textos_555459d88a1f390e452c87d0


http://www.revistalusofonia.pt/cultura/artigo.php?id=com_r_se_escreve_liberdade


http://portocanal.sapo.pt/noticia/59019/

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Quinta-feira, 30.04.15

Filme documentário "Paixão pela Palavra" Manoel de Barros, 9 maio 2015, 15h

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Assista ao documentário e no final um dos co-realizadores, Claudio Savaget, estará disponível para responder a algumas questões sobre o filme e o escritor.


 


Mais informações....


Paixão pela Palavra - Documentário sobre a vida e obra do escritor brasileiro Manoel de Barros


Recluso, autor criou linguagem própria, transformando a natureza em matéria-prima para versos.


Produzido em 2008 a partir de entrevistas feitas pelos jornalistas Claudio Savaget e Enilton Rodrigues, "Paixão pela palavra", com 123 minutos de duração, oferece um vasto material sobre a vida e obra de Manoel de Barros, que morreu em Novembro de 2014, aos 97 anos. No documentário, feito para o Canal Futura, o autor fala, entre outras coisas, sobre o seu processo de criação.


Ver trechos do programa: http://oglobo.globo.com/cultura/veja-documentario-paixao-pela-palavra-sobre-escritor-manoel-de-barros-1-14552535#ixzz3YkWKvdj5


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Perfil do escritor:


Nascido em Cuiabá, Mato-Grosso, Brasil em 1916, Manoel de Barros, passava em criança longas temporadas na fazenda do pai, no Pantanal, onde desenvolveu o olhar para os movimentos da natureza. Quando estudava no internato São José, na Tijuca, descobriu os sermões do padre Antonio Vieira, com quem aprendeu “a beleza de uma sintaxe”. Estudou direito na capital federal, desiludiu-se com a política e resolveu viajar.


Passou pela Bolívia e Perú (“vivendo como um hippie”, dizia), antes de chegar a Nova Iorque. Na cidade americana, viu “as novidades do mundo” e fez cursos de cinema e artes plásticas. De volta ao Brasil, conheceu a mineira Stella no Rio de Janeiro e três meses depois já estava casado.


Mesmo sendo considerado um dos maiores autores brasileiros, a sua reclusão por tantas décadas em terras pantaneiras e a timidez acabaram por dificultar a divulgação da sua obra. Nos anos 1980, admiradores famosos de seus versos, como Millôr Fernandes e Antônio Houaiss, começaram a divulgar poemas de Manoel de Barros, ou a citá-lo em colunas de jornais. O filólogo, que admirava o poeta desde o seu primeiro livro, via nele um “visionário da humildade e solidariedade humanas”. Já Carlos Drummond de Andrade chegou a declarar que o cuiabano era o “maior poeta brasileiro” vivo. O sucesso do filme “Caramujo-flor” (1989), do cineasta Joel Pizzini, ensaio visual baseado na vida e na obra de Manoel, também responsável pelo reconhecimento.


Com tantos elogios, Manoel começou a chamar atenção das editoras e do público. Ganhou dois prêmios Jabutis (por “O guardador de águas”, em 1989, e “O fazedor do amanhecer”, em 2002) e teve livros publicados em Portugal, França, Espanha e Estados Unidos. Em 1998, recebeu o Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, pelo conjunto do seu trabalho.


Sua obra mais conhecida é “O livro sobre o nada”, lançada em 1996, no qual aperfeiçoou o seu autodeclarado “idioleto manoelês archaico” — uma linguagem própria criada para transmitir o desregramento dos sentidos. O autor, contudo, considerava seu primeiro livro, “Poemas concebidos sem pecado”, de 1937, o melhor.


Em 1998, o autor explicou seu processo de escrita em entrevista ao GLOBO:


“— Eu estou trabalhando com a palavra e aí me vem uma ideia. E por isso não acredito em inspiração, acredito em trabalho. Mas sei também que transformar palavra em verso, combinar o ritmo com a ressonância verbal, é um dom linguístico. Tenho frases poéticas que são versos. Sei fazer frases.”


Embora tenha sido, várias vezes, o poeta que mais vendeu livros no Brasil, Manoel chegou a comentar que gostaria de também ter sido mais avaliado pelos grandes críticos literários do país, relatou a pesquisadora e professora de Letras da UFMG Lúcia Castello Branco em entrevista ao caderno Prosa, em fevereiro deste ano.


O escritor é objeto frequente da academia, por meio da realização de dissertações e teses, mas, na opinião dela, a crítica deixa a desejar. Em uma reportagem do “Jornal do Brasil” de 1988, na qual era descrito como “o poeta que poucos conhecem”, Manoel explicou os motivos do seu isolamento: “Não tenho boa convivência com a glória. Acho que ela me perturbaria. Preciso muito do escuro”.


No documentário “Só dez por cento é mentira”, lançado em 2008 por Pedro Cezar, ao ser questionado sobre como gostaria de ser lembrado, Manoel ri, coça o peito, diz que a pergunta é cruel; já mais sério, diz que o único jeito é pela poesia. “A gente nasce, cresce, amadurece, envelhece, morre. Pra não morrer, tem que amarrar o tempo no poste. Eis a ciência da poesia: amarrar o tempo no poste”.


Excerto retirado e adaptado de “oglobo.oglobo.com” em 30/04/2015


Não perca, sábado, dia 09 de maio pelas 15h.


 

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A DELEGAÇÃO EM TIMOR-LESTE

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