Pintar a língua (portuguesa)

 

A Fundação Oriente tem a honra de apresentar obras de T. J. M. de Jesus numa exposição intitulada “Pintar a Língua”.

 

T. J. M. de Jesus é timorense, estudante universitário, e decidiu dedicar os seus tempos livres à Arte. A inspiração surgiu muito jovem, em concursos de desenho em que participou. As vitórias deram-lhe motivação para continuar a desenhar e mais tarde a pintar em diversos formatos, telas, postais e usando diferentes materiais.

 

A Arte em T. J. M. de Jesus expressa-se na música, na dança/capoeira, participações em concursos de escrita, com bons testemunhos da sua criatividade, e na pintura.

 

Foi beber inspiração à técnica de pintura Chiaroscuro*- "luz e sombra" ou “claro-escuro”-, muito usada por Michelangelo Caravaggio, Itália, século XVI. Usa também muitos elementos do desenho simples nas suas obras.

 

“Pintar a Língua” surgiu de uma conversa informal e como resposta a um desafio de Graça Viegas, delegada da Fundação Oriente, com o objetivo de divulgar, em simultâneo, arte timorense e escritores lusófonos. Pedro Silva, professor de T. J. M. de Jesus, respondeu por sua vez ao desafio do jovem autor e procedeu à seleção de excertos das obras dos escritores representados. Uma ajuda preciosa e sem a qual a exposição não seria tão rica.

 

Pretende-se que “Pintar a Língua” seja uma ideia impulsionadora, promotora da arte e da escrita em língua portuguesa para outros jovens e menos jovens timorenses que se interessem por arte.

 

Em “Pintar a Língua”, a Língua Portuguesa e a Arte Timorense fundem-se numa só exposição, de pinturas a óleo sobre papel, que estará patente ao público até final de julho.

 

Nada melhor do que juntar ambas para dar início às comemorações do Dia de Camões, Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesa e também Dia da Língua Portuguesa, 10 de junho, data da morte de Luíz Vaz de Camões.

 

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