Sinopses Ciclo de Cinema Resistência 1

Sinopses dos documentários do Ciclo de Cinema sobre Resistência - Dias 3, 4 e 5 de Junho


Sexta dia 3/6 - 19h

Título - Culturas da Resistência


Título original - Cultures of Resistance

Mundo, 70 minutos, 2010, Legendas em Português, Longa metragem


Sinopse:

Cada gesto faz de facto diferença? A música e a dança podem ser armas pela paz? Em 2003, na véspera da guerra do Iraque, a diretora Iara Lee embarcou numa viagem para entender melhor o mundo, marcado por conflitos e, da forma como ela o via, rumando para autodestruição. Viajando pelos cinco continentes, Iara se deparou com um número crescente de pessoas dedicadas a mudar a realidade. Esta é a sua história. Do IRÃO, onde o graffiti e o rap se tornaram ferramentas para combater a repressão estatal, à BIRMÂNIA, onde monges seguindo a tradição de Gandhi, combatem a ditadura, passando para o BRASIL, onde nas favelas alguns músicos se esforçam para trocar armas por instrumentos, chegando a um campo de refugiados PALESTINO no LÍBANO, onde a fotografia, música e cinema, deram voz aos que raramente são ouvidos. CULTURAS DA RESISTÊNCIA explora como a arte e a criatividade se podem tornar poderosas munições na batalha pela paz e pela justiça.

Sinopse em inglês (AQUI)



Sábado dia 4/6 - 15h

Composto por 3 filmes curtos sob o tema "Transformando armas e favelas"


Brasil e Colômbia, 9 minutos, 2010 e 2011, Falados em Português, 3 Curtas metragens

 

Sinopses:

André Cipriano: fotógrafo de armas & favelas: (Braisl, 2010) traça o perfil do brasileiro André Cipriano, cujo trabalho revela a humanidade dos que vivem na maior favela do país. (3 minutos)

 

César López: Transformando armas em guitarras: (Colômbia, 2010) destaca os esforços do guitarrista César Lopez para através da música e ativismo político conter o militarismo no seu país (3 minutos)

 

MV Bill: Paz nas favelas: (Brasil, 2011) documenta o trabalho do artista de Hip-Hop MV Bill, que chama a atenção para a abordagem de mão pesada do policiamento das favelas no Rio de Janeiro e promove uma alternativa mais humana: envolver os jovens na arte. (3 minutos)



Título - A coragem de vizinhos: histórias do genocídio no Ruanda


Título original - The Courage of Neighbors: Stories from the Rwandan Genocide Ruanda
Ruanda, 3:00 minutos, Legendas em Inglês, Curta metragem


Sinopse: De acordo com a Human Rights Watch, o genocídio no Ruanda provocou a morte a pelo menos 800.000 pessoas. Em poucos meses, no início de 1994, os Hutus abateram a maioria da população Tutsi do país, apesar de os dois grupos sempre terem vivido lado-a-lado. No entanto, no meio de terríveis actos de violência, histórias incríveis de humanidade também surgiram. Muitos Hutus, desafiando as divisões étnicas, arriscaram as suas vidas por esconder vizinhos Tutsis em suas casas. Em 2008, os Tutsis que foram salvos reuniram-se com os vizinhos que colocaram as suas vidas em risco e rejeitaram a violência. Nesta curtas entrevistas tanto Hutus e Tutsis recordam actos incríveis de humanidade que ocorreram durante os dias mais sombrios do genocídio.



Título - Thembo Kash : Banda desenhada pela justiça


Título original - Thembo Kash: Cartooning for Justice

Congo, 4:30 minutos, 2011, Legendas em Inglês, Curta metragem


Sinopse: Thembo kash, um ilustrador da República Democrática do Congo (RDC), concentra seu trabalho em dois temas: a corrupção que assola o governo de seu país e a exploração dos recursos naturais por empresas estrangeiras. Com base numa das suas ilustrações, Kash afirma "eu desenhei o Congo como um bolo, as pessoas estão a ajudar-se a si mesmas, mas os congoleses não vão beneficiar dele". Talvez o mais conhecido de uma nova geração de artistas visuais no seu país, Kash acredita que o trabalho coletivo de artistas que procuram expor a injustiça pode produzir resultados revolucionários. Este pequeno filme lança um olhar sobre alguns dos trabalhos de Kash e apresenta uma entrevista com o artista sobre a situação política na RDC.



Título - Revolução açafrão: um exército não-violento pela democracia


Título original - Saffron Revolution: A Nonviolent Army for Democracy

Birmânia, 4:40 minutos, 2011, Legendas em Inglês, Curta metragem


Sinopse: Em 2007, milhares de monges birmaneses juntaram-se e caminharam contra o regime militar autoritário do seu país. A Revolução Açafrão, como veio a ser conhecida, chamou a atenção do mundo para aquele país do Sudeste Asiático, onde o fluxo de informação é rigidamente controlado. Embora a revolta não tenha derrubado o governo, muitos dos envolvidos consideraram-na um sucesso. "A Revolução Açafrão mostrou ao mundo a crueldade do regime. Esta é uma vitória tangível", diz o monge U Gawsita. Depois dos protestos, começou a sentir-se a pressão da comunidade internacional, e muitos países apoiam embargos comerciais contra o regime. Curvando-se à pressão internacional em novembro de 2010, o governo libertou o líder Aung Suu Kyi, prémio Nobel que esteve em prisão domiciliária durante 15 dos últimos 21 anos. Apesar destes esforços, o regime mantém o poder com a ajuda de parceiros comerciais leais como a China e a Índia, juntamente com centenas de milhões de dólares por ano a partir de empresas de petróleo Chevron e Total. Esta curta-metragem explora os entraves à reforma democrática na Birmânia como destaca os líderes corajosos da Revolução Açafrão. Como diz um dos monges: "Se você usar apenas uma mão, nada acontece. Mas com milhares de mãos, as coisas vão mudar".



Título - Kalasha e o Crescendo


Título original - Kalasha and the Crescent

Norte do Paquistão, 12:30 minutos, 2013, Legendas em Inglês, Curta metragem


Sinopse: Este curto documentário analisa os desafios que enfrenta o povo Kalash do norte do Paquistão, que luta para manter a sua identidade cultural contra a pressão da pobreza, turismo e tensão religiosa. Em maio de 2013, a diretora Iara Lee viajou para o vale de Chitral para documentar o Festival da Primavera Kalash, Joshi. O Kalasha e o Crescente utiliza o festival como um ponto de entrada para esta comunidade vibrante e as questões difíceis que enfrenta. O que fará a conversão ao Islão – quer seja forçado ou espontâneo - significa para a identidade Kalash? Conseguirão as tradições Kalash superar os desafios trazidos pela globalização, por um lado, e pelas tensões religiosas, por outro? Junte-se aos membros da comunidade Kalash e observadores de todo o mundo, enquanto enfrentam estas questões.



Título - Fotografia do Afeganistão: Ensinar fotojornalismo num país devastado pela guerra


Título original - Picture Afghanistan: Teaching Photojournalism in a War-Torn Country

Afeganistão, 3:45 minutos, 2011, Legendas em Inglês, Curta metragem


Sinopse: Fotojornalistas de todo o mundo foram enviados para o Afeganistão para registar “imagens da guerra”. No entanto, raramente vemos o trabalho de fotógrafos afegãos que podem trazer uma perspectiva local do que está acontecer no seu país. É por isso que o Centro de Fotojornalismo Terceiro Olho treina jovens afegãos para operar cameras, criar websites, e avaliar criticamente os media das suas comunidades. Como Zekria Gulistani, um dos jovens formados neste programa, diz: "A maioria dos fotógrafos que vêm para o Afeganistão vêm apenas para ir para as províncias onde há sempre guerra." Apontando para uma imagem de um jovem rapaz a construir uma estrutura de tijolos de pedra. Gulistani continua "mesmo havendo guerra, há pessoas que já estão interessadas em recomeçar as suas vidas no Afeganistão. Por isso, precisamos fotógrafos que mostram a vida dessas pessoas.”

Esta curta-metragem mostra imagens raramente vistas, uma outra perspectiva e traça o perfil dos jovens que irão moldar o futuro do fotojornalismo no Afeganistão. (Synopse english)



Título - Pescar debaixo de fogo


Título original - Fishing Under Fire

Faixa de Gaza, Palestina, 3:40 minutos, 2010, Legendas em Português, Curta metragem


Sinopse: O cerco de Israel à faixa de Gaza tem sido particularmente devastador para cerca de 3.000 pescadores de Gaza. Embora o direito internacional permita a pesca dentro de 20 milhas da costa de Gaza, a marinha israelita durante anos restringiu os pescadores a 3 milhas, fazendo com que seja quase impossível uma pesca rentável. Além disso, as autoridades israelitas perseguem e humilham os pescadores que operam dentro desses limites ilegalmente atribuídos. Como resultado, muitos pescadores foram forçados a deixar a pesca e atirados para a pobreza.
Cultures of Resistance investigou a situação, filmando o testemunho de pescadores que continuam a lutar sob o bloqueio. Vai pode ouvir ss apelos por justiça neste curta-metragem.



Título - Um dia com Shadia e Lowkey

 

Título original - A Day with Shadia and Lowkey

Faixa de Gaza, Palestina, 6:30 minutes, 2010, Legendas em Inglês, Curta metragem


Sinopse: Durante a Primavera de 2010, o rapper iraquiano Lowkey e cantora palestina Shadia Mansour adicionaram Norman Finkelstein ao seu livro de tourné para contar a verdade sobre o ataque do exército israelita na Faixa de Gaza. ‘Culturas de Resistência’ estiveram em algumas dessas actuações, onde os artistas complementaram conversas de Finkelstein com faixas de hip-hop e canções. Mais tarde, ‘Culturas de Resistência’ seguiram os artistas para estúdio onde discutiram a convergência da sua música e ativismo político.



Sábado dia 28/05 - 16h

Título - K2 e os carregadores invisíveis


 

Título original - K2 and the Invisible Footmen

Paquistão, 54:13 minutos, 2015, Legendas em Português

Trailer:https://vimeo.com/126423435
Website:http://www.culturesofresistancefilms.org/k2-invisible-footmen

 

Sinopse: Localizada na fronteira entre o Paquistão e a China, K2 é a segunda montanha mais alta do mundo e, pelos seus percursos íngremes e limitados, é tida por muitos como um desafio ainda maior que o Everest. Em 2008, um trágico acidente custou a vida de 11 pessoas, entre eles quatro carregadores de equipamentos. Apesar de remunerados, esses homens recebem um valor muito inferior às taxas cobradas pelos grandes operadores de expedição no local. Neste documentário, a ativista Iara Lee revela a vida desses carregadores invisíveis que tornam possível a subida a um dos picos mais altos do mundo.

Filmado no impressionante norte do Paquistão, sobre a situação dos heróis desconhecidos, os carregadores são os porteiros indígenas da majestosa K2, o segundo pico mais alto da Terra.

 

Domingo dia 29/05 - 16h

Título - Vida em espera: Referendo e Resistência no Sahara Ocidental

 

Título original - Life is waiting: Referendum & Resistance in Western Sahara

Sahara Ocidental, 59 minutos, 2015, Legendas em Inglês

Trailer: https://vimeo.com/123847322

Website: http://www.culturesofresistancefilms.org/

 

Sinopse: Quarenta anos depois ter sido prometido ao seu povo, por governantes espanhóis, a liberdade, o Sahara Ocidental continua a ser a última colónia de África. Enquanto o cessar-fogo mediado pela ONU punha fim às hostilidades armadas no território em 1991, o povo sarauí continuava a viver sob a ocupação opressiva das forças armadas marroquinas, e a paz que existe na área é frágil, na melhor das hipóteses. Dezenas de milhares de sarauís fugiram para a vizinha Argélia, onde mais de 125.000 refugiados ainda vivem em campos que foram criados para serem apenas temporários.

(synopse in english here)

 

A realizadora Iara Lee (fonte Capirinha Productions)

Iara Lee, uma brasileira de descendências coreana, e uma ativista, cineasta e fundadora da Fundação Caipirinha, uma organização que promove a solidariedade global e apoia projetos de paz e justiça. Iara esta atualmente trabalhando em uma variedade de iniciativas, agrupadas sob a égide da CulturesOfResistance.org, uma rede de ativistas que reúne artistas e e pessoas com iniciativas de mudança de toda a parte mundo. No centro dessas iniciativas está o documentário longa-metragem intitulado CULTURES OF RESISTANCE (culturas de resistência), que explora como ações criativas que podem contribuir para a prevenção e resolução de conflitos.

 

Como ativista, Iara tem colaborado com inúmeros esforços de base, incluindo a Campanha Internacional para Banir as Munições de Fragmentação, a Zona de Conflito Film Fund, a Filarmonica de Nova Iorque pioneira em 2008 para o concerto de música que promoveu a diplomacia na Coreia do Norte. Mais recentemente, em maio de 2010, Iara foi uma das passageiras do MV Mavi Marmara, um navio de passageiros do Gaza Freedom Flotilha que foi atacada em águas internacionais pela Marinha israelita, levando ao assassinato de nove voluntários de ajuda humanitária. Entre as muitas das pessoas que gravaram os eventos naquele navio, a equipe dela foi uma das únicas que obtiveram sucesso escondendo e mantendo a maior parte das filmagens do ataque, o qual mais tarde foi lançado para o mundo depois de uma exibição na ONU. Iara se dedica muito ao suporte de civis em Gaza que tem sido vítimas de crimes de guerra cometidos pelo exército israelita durante a "Operação Chumbo Fundido", e também os que sofrem dos constantes atos do governo israelita na punição coletiva.

 

No início da guerra do Iraque em 2003, Iara, ansiosa para entender melhor o conflito, decidiu viajar e morar na região de MENA (Oriente Médio e Norte da África). Enquanto residiu no Líbano em 2006, Iara experienciou em primeira mão o bombardeio israelita que durou 34 dias nestes pais. Desde então, comovida por essa experiencia, ela tem-se dedicado a busca de paz justa na região e é uma entusiasta apoiante das iniciativas que fortalecem a adesão do direito internacional na aplicação dos direitos humanos. Em 2008, Iara morou no Ira e apoiou uma serie de projectos de intercâmbio cultural entre o pais e o Ocidente, com o objetivo de promover cultura e arte para a solidariedade global.

 

De 1984 a 1989 Iara foi a produtora do São Paulo International Film Festival. De 1989 a 2003, ela viveu em Nova Iorque, onde dirigiu a empresa de “mixed-media” Caipirinha Productions para explorar a sinergia das diferentes formas de arte (tais como filmes, musica, arquitetura e poesia). Sob essa bandeira, Iara já dirigiu curtas e longas-metragens documentários, incluindo Synthetic Pleasures, Modulations, Architettura e Beneath the Borqa.

 

Iara Lee e membro do Conselho dos presidentes do International Crisis Group (ICG), Conselheira do National Geographic Society e também da Universidade de Pyongyang de Ciência e Tecnologia (PUST), primeira e única universidade da Coreia do Norte cujo corpo docente será inteiramente composta por professores internacionais.

 

 

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